A confusão da especificidade na corrida

Corrida
Você só irá melhorar os seus tempos na corrida se você correr com frequência. A grosso modo, é isso que prega o “Principio da Especificidade”. E acredite, por levar este princípio tão ao pé da letra, alguns corredores não evoluem os seus tempos.
Existem três parâmetros que devem ser definidos antes de se pensar em especificidade. O primeiro deles é considerar qual o sistema energético (forma que organismo produz energia) a ser utilizado, depois é necessário reconhecer o gesto motor da modalidade e em terceiro lugar segue a identificação da fase de treinamento do “atleta”. Agora vamos aos exemplos.
Um corredor de velocidade, por exemplo, daqueles que participam de provas de 50 metros, não deve apoiar os seus treinos em distâncias longas. E isso se deve, primeiramente, à exigência energética para realização da prova, que é diferente, por exemplo, de uma maratona. Por mais estranho que possa ser, várias pesquisas indicam pequenas diferenças na forma de correr entre velocistas e maratonistas.
Sobre o gesto motor recaem as dúvidas mais pertinentes. Em alguns casos, pode ser que as vias energéticas sejam semelhante, mas a forma que os músculos e as articulações são exigidos não permitem que um brilhante atleta de uma modalidade como o ciclismo, possa repetir os seus feitos em outra modalidade. Mas você pode indicar o pedal para um atleta de corrida. Principalmente na fase de reabilitação de uma lesão ou num ciclo de recuperação de uma série de treinamentos. E o aperfeiçoamento do gesto motor justifica inclusive dias de treinamento onde a exclusividade serão os exercícios educativos de corrida ou a musculação para reforço muscular.
Com isso finalizamos a serie de post sobre os “Princípios de treinamento”, foram seis no total, segue abaixo cada um deles, para que você possa relembrar.
:: Princípio de Interdependência Volume-Intensidade